26 maio

A Mata Atlântica e seu legado

Muito se fala sobre a conservação e a importância dos espaços naturais, mas será que conhecemos, de fato, nossas florestas?

Considerada Patrimônio Nacional e Reserva da Biosfera pela UNESCO, a Mata Atlântica fica no coração da América Latina, presente no Brasil, Argentina e Uruguai. Originalmente, ocupava uma área equivalente a 1.315.460 km² do território brasileiro, em 17 estados: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia, Alagoas, Sergipe, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Ceará e Piauí. Hoje, há apenas 12,5% remanescentes de toda essa área.

Rica em biodiversidade, a Mata Atlântica abriga hoje mais de 20 mil espécies de plantas, sendo 8 mil endêmicas, únicas em determinadas regiões, e 15.700 diferentes flores. São 298 espécies conhecidas de mamíferos, 992 tipos de aves, 200 répteis, 370 anfíbios e 350 peixes. Das 633 espécies de animais ameaçadas de extinção no Brasil, 383 são da Mata Atlântica.

Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), quase 72% da população brasileira vive nas regiões originalmente ocupadas pela Mata Atlântica. São mais de 145 milhões de habitantes em 3.429 municípios, que correspondem a 61% das cidades do país.

Desde 2006, temos o Projeto de Lei da Mata Atlântica, que regulamenta o uso e a exploração de seus remanescentes florestais e recursos naturais, aprovado após tramitar por 14 anos no Congresso Nacional.

Restauração e biodiversidade no Parque das Neblinas

Você sabia que contribuímos ativamente para a conservação da Mata Atlântica?

Localizado nos municípios de Mogi das Cruzes e Bertioga, em São Paulo, o Parque das Neblinas, reserva ambiental da Suzano Papel e Celulose, gerida pelo Instituto Ecofuturo, cumpre um importante papel na conservação dos recursos naturais da Serra do Mar paulista, colaborando para a proteção do maior contínuo de Mata Atlântica do Brasil, o Parque Estadual da Serra do Mar e a Serra de Paranapiacaba.

São 6 mil hectares, sendo 5 mil em processo de restauração, que abrigam mais de 1.200 espécies da biodiversidade já identificadas, sendo 23 ameaçadas. Entre as mais emblemáticas estão a onça-parda, a anta e o muriqui.

A contribuição do Parque por meio da realização de ações de educação socioambiental, pesquisa, envolvimento comunitário e visitação visa fomentar a sensibilização ambiental, valorização de remanescentes florestais e o desenvolvimento sustentável da região. Desde 2006, devido aos programas que realiza, a reserva é reconhecida como Posto Avançado da Reserva da Biosfera do Cinturão Verde da Cidade de São Paulo, pelo Programa Homem e Biosfera da UNESCO.

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