Retrospectiva: olhando 2008, de olho em 2009!
Confira alguns encontros e realizações promovidos pelo Instituto Ecofuturo em 2008 e construa conosco um próspero 2009
Esta retrospectiva poderia ser iniciada com o clássico “Era uma vez...”. A dificuldade seria reunir tantos fatos dentro de uma vez só, pois quando o conhecimento e o cuidado são a ponte a unir pessoas na busca de soluções para questões sociais, ambientais e educacionais, as coisas acontecem de forma orgânica e sistêmica. Tudo ao mesmo tempo agora. Uma possível explicação dessa instantaneidade pode estar dentro de nós e de nossa relação com a natureza, tema que constitui a razão de ser de todos os projetos do Ecofuturo.
Na tentativa de congelar alguns momentos, passaremos pelas histórias de conquistas pessoais e coletivas, cooperação e superação – e também reconhecimentos que atestam a seriedade e a relevância dos projetos que vimos realizando em parceria com o poder público, comunidades, empresas, especialistas e pesquisadores, como o recebimento da chancela institucional da Fundação Nelson Mandela para o projeto Biblioteca em Presídio e a aprovação da lei que institui o Dia Nacional da Leitura em 12 de outubro. Confira alguns desses desdobramentos significativos em 2008.
6º CONCURSO DE REDAÇÃO LER É PRECISO
Bolsa de estudo – O projeto, que contou com a participação de 30 mil “escrevinhadores”, finalizado em 2007, continuou a render frutos. Os alunos finalistas e vencedores do Concurso passam por uma verdadeira iniciação desde o instante em que decidem participar com suas redações. Muitas vezes inseguros na hora de escrever sobre sonhos e visões de mundo, ao terem seus textos reconhecidos nacionalmente, uma transformação começa a acontecer – não apenas neles mesmos, mas em toda a comunidade em que vivem, que passa a valorizar o talento que foi identificado pelo projeto e ganhou projeção nacional. Os jovens talentos já estavam lá; o que o Concurso fez foi trazê-los à luz, dando condições para que um ambiente interno se tornasse manifesto. Foi assim que Marielle Santos Freitas, de 12 anos, de Tobias Barreto (SE), e José Enrique Pereira, de 10 anos, de Jurema (PE), receberam bolsas de estudo de escolas particulares. Uma nova etapa de suas vidas está em andamento.
Publicação de livro – Depois de ganhar mais autoconfiança como escritora, a professora Gislaine Buosi, primeira colocada na categoria Professor, publicou, em 2008, seu segundo livro, com apoio da Secretaria de Educação de Pouso Alegre (MG). Sob o mesmo impulso, o professor Mario Mello Costa, do Colégio Palmares, em São Paulo, está escrevendo seu primeiro livro infanto-juvenil.
Reconhecimento
O 6º Concurso de Redação Ler é Preciso foi reconhecido como um projeto pedagógico de relevância nacional pelo Colégio Sabin, de São Paulo. No livro comemorativo de 15 anos de atividades, o colégio publicou o case do professor Mário Mello Costa e sua aluna Gabriela Testa, ambos vencedores de São Paulo.
“Nosso encontro realmente está sendo um marco em minha vida, em minha escrita, diria até em minha coragem. Estou começando a escrever o meu primeiro livro infanto-juvenil, e o estímulo veio daí” – Prof. Mario Mello Costa – Colégio Palmares (SP)
Mudanças em hábitos de leitura, escrita e estudo – Uma pesquisa realizada com os participantes da sexta edição do Concurso Ler é Preciso revelou que 66% passaram a ler, escrever e estudar mais. O envolvimento da família desde o início da participação dos filhos também se revelou significativo: 63% dos familiares incentivaram a participação.
“Estou lendo mais, meu pai até traz livros da Biblioteca do banco em que ele trabalha para mim.” – vencedor Gustavo César Gomes Alves – Colégio Nossa Senhora do Carmo – Cajazeiras (PB)
“Aqui em casa eu participei desde o começo. Eu que recebi a carta falando do Concurso e levei na escola.” – Maria Soledade, mãe do vencedor Marcos Antônio, da Escola Dr. João Ferreira Lima – Timbaúba (PE). Marcos Antônio participou do 5º e do 6º Concurso.
Criar oportunidades culturais é tão importante num país onde há tão poucos e raros equipamentos e espaços públicos afins que, mesmo para quem não se classifica entre os vencedores, o projeto causa especial impacto: torna-se um companheiro na tenacidade de continuar fazendo o melhor.
Gerando oportunidades
“Primeiramente, gostaria de agradecer por ter recebido o livro com as redações escolhidas e confesso que adorei. Depois de 16 anos longe da escola, resolvi voltar e fiquei muito satisfeita com o fato de ter participado do Concurso, pois só de ter minha redação escolhida na escola foi um grande passo. Sempre que tiver a chance de participar de concursos tão bons como esse, vou aproveitar.Adorarei receber e-mails informativos e, mais uma vez, devo dizer o quanto me fez bem poder participar desse concurso. Muito obrigada mesmo.Parabéns pelo incentivo!!!” – Renata de Marcos Bueno – Rio Claro (SP)
BIBLIOTECA COMUNITÁRIA LER É PRECISO
Em 2008, inauguramos a 78ª Biblioteca Comunitária Ler é Preciso. Juntas, essas Bibliotecas, presentes em oito Estados brasileiros (MA, MG, PA, PE, RJ, BA ES, SP), abastecem de leituras cerca de 64 mil usuários por mês.

O desejo de continuar aprendendo e conhecendo novas situações é um dos resultados observados durante as oficinas e cursos promovidos com as equipes das Bibliotecas. É o caso de Maria Cristina Alves, funcionária da BC de Barroso (MG) que fez um curso de Gestão de Bibliotecas Públicas na Universidade de Minas Gerais com o patrocínio da prefeitura de Prados, sua cidade natal. Em troca, Maria Cristina vai orientar a equipe da biblioteca pública da cidade.
O movimento pela leitura ganhou força extraordinária com a campanha pelo Dia Nacional da Leitura, liderada pelo Ecofuturo: 38 Bibliotecas Comunitárias realizaram diversas atividades para todos os públicos; gente pequena e gente grande.
Em Turmalina (MG), a Biblioteca Comunitária Ler é Preciso coordenou uma ação coletiva pela paz na cidade. A articuladora Maria Neick, inspirada na proposta de semear uma cultura de paz e no jornal Prosa, publicado pelo Instituto Ecofuturo, decidiu criar o programa Proseando, que vai ao ar toda quinta-feira, das 17h às 18h, na Rádio FM Cultura da cidade.
1º PRÊMIO LEITOR NOTA 10
Em Barroso (MG), a Biblioteca Comunitária Ler é Preciso criou o prêmio Leitor Nota 10, idealizado por Maria Cristina Valle Alves, responsável pela Biblioteca, com o objetivo de valorizar os leitores que fazem uso contínuo da BC. Esse prêmio procura evidenciar a frequência dos leitores e estimular sua permanência na BC.
Dircéia Aparecida de Souza, de 42 anos e mãe de quatro filhas, frequenta a Biblioteca Comunitária Ler é Preciso desde 2006. Ela foi escolhida pelos leitores da Biblioteca como Leitora Nota 10 por estimular o hábito de leitura na família. “A Biblioteca é muito importante para nós. Antes, elas liam o que os vizinhos emprestavam, mas era só revista em quadrinhos. Os livros ensinam muito. Minhas filhas agora prestam mais atenção na escola, estão mais educadas e passam menos tempo na rua”, diz ela. Dircéia vai à Biblioteca duas vezes por semana e em cada visita leva cinco livros, que reveza com as filhas, perfazendo a média semanal de 10 livros lidos na família.
Chancela da Fundação Nelson Mandela – O projeto Biblioteca em Presídio recebeu chancela da Fundação Nelson Mandela. Realizado pelo Instituto Ecofuturo, conta com a orientação técnica de Percival Leme Brito, doutor em Lingüística pela Unicamp e membro do comitê de pesquisa da Pró-Reitoria de Pesquisa e pós-graduação em parceria com a Fundação Prof. Dr. Manoel Pedro Pimentel de Amparo ao Preso (Funap) e a Secretaria de Administração Penitenciária. A Biblioteca será inaugurada em abril de 2009 na PII de Bauru e atenderá a população carcerária, bem como os profissionais que trabalham na unidade, e suas famílias.
Os patrocinadores do projeto Biblioteca Comunitária Ler é Preciso em 2008 foram: Fundação Telefônica, Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Philips, JHSF, Satipel, Suzano Papel e Celulose, Videolar e Oi Futuro, sendo nossa parceira técnica a Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ).
PARCERIAS: ANDANDO DE MÃOS DADAS
Em novembro foi inaugurada a Biblioteca Comunitária Ler é Preciso de Belterra, município do Pará com 18 mil habitantes e 80% de sua área dentro da Floresta Nacional de Tapajós. Segundo Magnólio de Oliveira, vice-coordenador e educador do projeto Saúde & Alegria (PSA), trata-se de uma instituição civil sem fins lucrativos fundada em 1985 com o objetivo de promover e apoiar processos participativos de desenvolvimento comunitário integrado e sustentável, que contribuam de maneira demonstrativa no aprimoramento de políticas públicas, na qualidade de vida e no exercício da cidadania das populações beneficiadas. Atua hoje diretamente em três municípios do oeste do Pará – Belterra, Aveiro e Santarém, local de sua sede –, atendendo aproximadamente 30 mil pessoas. ”O maior problema da região amazônica é o acesso à informação. A parceria com o Ecofuturo abriu as portas para que o patrocinador Videolar escolhesse Belterra. Nossa idéia é fazer uma biblioteca frenética e ambulante”.
Nosso parceiro Daniel Munduruku, escritor, diretor presidente do Inbrapi e pesquisador do CNPq, esteve presente à inauguração da Biblioteca Comunitária Ler é Preciso de Belterra. “Participar dessa inauguração foi uma das grandes emoções de 2008. Primeiro, por ter sido lembrado pela própria comunidade e pelos parentes mundurukus que vivem na região; segundo, pelo fato de saber que a magia da leitura está começando a fazer parte do universo mágico da floresta amazônica. Fico imaginando como essa simbiose – literatura e natureza – poderá vir a ser a resposta para o futuro daquela região! Fico feliz por ser parte dessa possibilidade”.
PARQUE DAS NEBLINAS
De janeiro a dezembro de 2008, o Parque das Neblinas recebeu 2.547 visitantes (13.029 de 2003 a 2008). Para que isso fosse possível, uma série de melhorias foi implementada, tais como a manutenção de 32 km de estradas e da passarela suspensa que permite o passeio em meio às copas das árvores, a sete metros do chão.
RELAÇÕES COM A COMUNIDADE
Um dos principais objetivos do projeto é identificar e apoiar talentos locais, de modo que a comunidade do entorno se beneficie com a existência do Parque das Neblinas, cujos principais fornecedores são também vizinhos. Compartilhando conhecimentos que permitam o surgimento de negócios capazes de conciliar a conservação do ambiente com o crescimento humano, várias iniciativas têm nascido, tais como a constituição da empresa gastronômica Sabor da Capela, responsável pelo fornecimento de toda a alimentação servida no Parque, e a Cooperativa Pios da Mata (Copima), com 22 integrantes da comunidade trabalhando em serviços de manutenção, apoio à pesquisa, manejo de produtos florestais e visitação.
Essas iniciativas receberam suporte na área de aperfeiçoamento e profissionalização, como o Programa de Formação de Monitores (Profam) e o curso de Gastronomia e Higiene Alimentar, com a visita de dois consagrados chefs de cozinha, Mazzô e Alex Atala, que ofereceram dicas importantes para a melhoria do serviço. Os membros da Copima receberam, ao longo de todo o ano de 2008, um intenso apoio para formalizar e profissionalizar sua gestão. A partir de uma consultoria especialmente contratada, foi possível aos seus membros acessar outras cooperativas e trilhar, com seus próprios pés, os caminhos para sua oficialização, prevista para março de 2009.
A área de pesquisa fez avanços importantes na observação do comportamento do muriqui, o maior primata das Américas, avistado após mais de 40 anos sem registros nas áreas do Parque das Neblinas.
Essas pesquisas vêm posicionando o Parque como área estratégica para a proteção da espécie e alinhando suas diretrizes ao Plano de Ação Nacional para Conservação do Muriqui, recentemente publicado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.
Um dos focos de 2008 foi o manejo de produtos florestais não madeireiros, como estratégia para gerar renda à comunidade ao mesmo tempo em que se conservam os ambientes naturais e as culturas tradicionais a eles associados. O plano de manejo da helicônia, espécie ornamental abundante na região, foi concluído por integrantes da Copima, sob orientação da Profª. Drª. Vera Lex (Unesp/Botucatu). O cambuci, outra espécie nativa da Mata Atlântica, ganhou espaço nas receitas doces e salgadas da Sabor da Capela.
Também foi firmado o termo de cooperação técnica entre o Ecofuturo e a Universidade Metodista de São Paulo, que permitirá o desenvolvimento de trabalhos de pesquisa, auxiliando na formação acadêmica dos alunos e tendo o Parque das Neblinas como campo-escola.
A palmeira-juçara, tradicionalmente explorada para a obtenção de seu saboroso palmito, recebeu mais um ano de apoio à conservação: mais de 800 mil sementes foram plantadas nas áreas do Parque das Neblinas, ultrapassando 2,3 milhões desde 2003. Como estratégia para valorização dos remanescentes florestais no entorno do Parque, foi realizado um intenso trabalho de mobilização e envolvimento dos proprietários rurais. Nas oficinas de Manejo e Conservação da palmeira-juçara, realizadas a cada dois meses, reúnem-se proprietários, especialistas, biólogos e ex-palmiteiros para trocar experiências e buscar, na polpa dos frutos da juçara (muito semelhante à polpa do açaí), alternativas para compatibilizar produção e conservação em terras privadas. Em 2008 foram realizadas três oficinas, com a moblilização de 35 proprietários, incluindo a RPPN Mahayana, de propriedade do jornalista Heródoto Barbeiro e que sediou a segunda oficina, em setembro de 2008.
VISITA INESQUECÍVEL
O Parque das Neblinas tem superado as expectativas dos visitantes não só por seus atributos naturais, mas também pela forma e cuidado no atendimento. Com programações personalizadas e um trabalho de sensibilização que busca educar, de forma sutil, pelo contato direto e pela descoberta da natureza, o Parque certamente promoveu mudanças profundas na relação de muitas pessoas com o ambiente. Isso só é possível pelo trabalho cuidadoso das equipes envolvidas com a visitação e pelo “coração aberto” dos visitantes que buscam a natureza.
"Adorei ter vindo visitar o Parque das Neblinas. Esta é a minha primeira vez e será inesquecível.” – Jessica de Souza, 14 anos, estudante
"...O trabalho de todos no Parque é tudo aquilo que sempre imaginávamos para as poucas áreas que ainda nos restam neste país... Colhemos para nossos dias sinais de sabedoria, carinho, amor pelo que fazem... Todos os detalhes, desde a decoração (detalhes impressionantes!!) até os sabores surpreendentes tirados dali mesmo." – Silvia Botacini, arquiteta
"Ficamos impressionados com a organização, o empenho e a dedicação aos visitantes, em especial os monitores, pelo trabalho, conhecimento, dinâmica e orientação com o grupo." – Frederico Leite da Silva Júnior, membro da comunidade de Taiaçupeba
"Adorei as instalações, a beleza da mata preservada, a quantidade de informações que nos foi dada, a receptividade delicada com o café da manhã e, principalmente, o atendimento..." – Wilson Teodosio
"Pudemos ver que, quando há boa vontade, todos podemos fazer um pouco pela preservação; e cada pouco, quando juntado, torna-se um montão." – Clarice Watanabe
"Esse foi o tipo de experiência que ficará guardado eternamente no meu coração; pudemos de fato ter uma vivência não somente com a natureza, mas também de nós mesmos".
"O contato direto com a natureza nos faz refletir sobre a importância de cuidarmos desse bem tão precioso e que faz tão bem à nossa vida. A tranquilidade deste lugar traz uma sensação de leveza do corpo e mente".
PROGRAMA INVESTIMENTO RECICLÁVEL (PIR)
Em 2008 aconteceu a 2ª edição do PIR, fruto da parceria entre Banco Real, Fundação Avina e Suzano Papel e Celulose, com coordenação do Instituto Ecofuturo. O programa selecionou seis novas cooperativas e associações de catadores de material reciclável da região metropolitana de São Paulo, São Vicente e São José dos Campos. Os financiamentos variam de R$ 10 mil a R$ 40 mil, totalizando R$ 165 mil.
Das 29 cooperativas e associações inscritas, 22 foram presselecionadas para participar de oficinas de Planejamento e Prestação de Contas, que orientaram os participantes a redigir seus projetos da melhor maneira e aprofundar o planejamento e a prestação de contas de suas ações. As seis finalistas foram beneficiadas com recursos financeiros reembolsáveis de R$ 2 mil a R$ 40 mil por instituição. Esses recursos, que devem ser aplicados em capital de giro, equipamentos e melhorias de infraestrutura, serão devolvidos ao fundo em até 24 meses, com até três meses de carência.
POLÍTICAS PÚBLICAS
O Ecofuturo é um catalisador de boas práticas e idealizador de projetos, sempre executados por especialistas e institutos renomados. Atuamos em parceria com o poder público e a iniciativa privada, visando à instituição e à melhoria de políticas públicas nas áreas de promoção de leitura e preservação ambiental. Nesse sentido, podemos celebrar a criação do Dia Estadual da Leitura em 12 de outubro, por iniciativa do deputado José Augusto da Silva Ramos e amplo apoio da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo. Começamos 2009 com a sanção, pelo presidente da República, da lei que institui, nessa mesma data, o Dia Nacional da Leitura e a Semana da Leitura e Literatura, a partir da iniciativa do senador Cristovam Buarque.
A idéia foi concebida em parceria com a pedagoga Maria Betânia Ferreira, responsável pela concepção pedagógica do projeto Concurso de Redação Ler é Preciso, desde sua origem, baseada no fato de que é fundamental ler para crianças ainda não alfabetizadas. Ao som de cada página folheada, uma história interna e paralela acontece no coração atento de quem ouve.
Muitas ações de leitura foram planejadas e executadas em todo o País, com foco especial no público de zero a seis anos. As atividades foram realizadas à sombra de árvores no meio de praças e também mediadas por promotores de leitura, em bibliotecas públicas e Bibliotecas Comunitárias ou mesmo sobre motos, andando por estradas rurais.
Cerca de 400 mil exemplares do Passaporte da Leitura Brincar de Ler, publicado pelo Ecofuturo a partir de minuciosa pesquisa e texto produzido pela pedagoga Maria Betânia Ferreira, circularam pelo País. Esse guia, de 23 páginas com dicas de como implantar o gosto pela leitura em crianças desde o nascimento, mesmo que os pais sejam analfabetos, foi encartado na revista Época e também na revista NovaEscola (110 mil unidades).
Houve também a distribuição de 500 mil em parques em São Paulo e Bibliotecas Comunitárias Ler é Preciso Brasil adentro. Aconteceu ainda a veiculação de uma vinheta de 15” na TV Globo e de anúncios na revista Panorama Editorial, no Boletim da ANL e na revista Páginas Abertas da Editora Paulus, além da colocação de banner no portal da revista NovaEscola. Com o apoio da sociedade ao projeto, conseguimos coletar mais de 5 mil assinaturas no hot site e na Comunidade Dia da Leitura.
Na área de proteção ambiental foi feito um acordo com a Associação Brasileira de Pilotos de Helicóptero (Abraphe) e a Secretaria do Meio Ambiente que vai garantir o monitoramento de todo o território do Estado de São Paulo. Inicialmente, serão cerca de 60 pilotos participantes que ajudarão a proteger ambientalmente toda a área do Estado. A idéia é de que, durante os vôos, os pilotos transmitam informações para a Polícia Ambiental sobre possíveis ações de degradação ambiental.
O Instituto Ecofuturo, que fez toda a articulação do projeto, treinará, junto com a Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo, os pilotos sobre legislação ambiental e maneiras de identificar agressões ao meio ambiente. Segundo Paulo Groke, engenheiro florestal e gerente de Projetos Ambientais do Instituto Ecofuturo, essa será uma ferramenta importante, que até então não existia e que, por intermédio dos pilotos da Abraphe, dará um grande reforço à conservação ambiental.
“Em conjunto com as outras ações já conduzidas pela Secretaria do Meio Ambiente e a Polícia Ambiental, essa iniciativa permitirá um monitoramento ambiental mais intensivo, resultando em maior proteção da Mata Atlântica, do Cerrado, dos recursos hídricos e da atmosfera de São Paulo”, ressalta Groke.
