06 out

Da leitura e da escrita, nasce o cuidado!

A curiosidade das crianças pode ser muito útil para despertar nelas a preocupação com o meio ambiente. Aqui, você conhecerá a história da Ela, uma menina que encontrou nos livros um caminho para saciar suas curiosidades e na escrita uma maneira de compartilhar suas descobertas.

 

Ela nasceu na cidade. Ainda pequena, seu pai resolveu levar toda a família para morar na fazenda onde trabalhava. Lá, viveu solta. Gostava de andar pela fazenda, sentindo a brisa fresca e imaginando histórias. Ah, as histórias! Isso sim a instigava.

Desde muito cedo Ela aprendeu a falar. E falava muito. Escutava também. Gostava de ouvir as histórias do avô, que nasceu e viveu cercado de plantas e animais.

Nos passeios na cidade, esquecia-se do tempo ao observar os carros e aquele monte de casas, uma ao lado da outra, bem diferente da fazenda. Essa diferença do ambiente rural e urbano mexia com os sentidos da menina que vivia perguntando por que isso, por que aquilo.

Ela cresceu. Voltou a morar na cidade e, quando começou aprender a ler e escrever a professora sugeriu a leitura de um livro durante as férias. Ela, sempre animada, gostou do desafio. Só depois descobriu que o livro era enorme. Imaginou-se lendo o dia todo, todos os dias das férias, sem poder brincar nem conversar.

Nos primeiros dias, Ela só pensava no livro e na obrigação de ler tudinho antes da volta às aulas. Sua mãe, sugeriu: “Filha, leia hoje duas páginas e veja se gosta da história”. Ela ouviu a mãe e resolveu começar. Leu uma, duas, vinte páginas. Dias depois, acabou o livro e começou outro. Á partir daí, ela nunca mais parou. Virou uma amante de livros de histórias. Percebeu que é possível ler e brincar, aprender e compartilhar. Sua inspiração era a natureza: florestas, rios e mares. Locais que aprendeu a cuidar e amar.

Anos se passaram e Ela tinha que escolher a sua profissão. A leitura e a escrita foram as bases para a escolha. Jornalismo parecia unir o útil ao agradável. Para concluir os estudos na faculdade, Ela queria que seu trabalho final contribuísse, de alguma maneira, para a sociedade. Queria contar alguma história inovadora da relação do homem com a natureza.

Voltou a andar no meio do mato, conviveu com outras culturas e descobriu lugares onde a natureza tinha sido reflorestada, ou até, preservada. Dos livros que leu na infância encontrou a calma e a paciência ao se deparar com pessoas que não entendiam o motivo de manter as florestas em pé. Aproveitou e contou o que sabia sobre os benefícios da preservação ambiental para a qualidade de vida das pessoas. Sentiu-se bem por compartilhar um pouco de seu aprendizado e, melhor ainda quando soube que em um lugar chamado Parque das Neblinas antigos caçadores tiveram a oportunidade de mudar de vida. Eles, que antes iam até o Parque para pegar samambaias e bromélias para vender, agora são educadores e cuidadores da natureza. Ela resolveu entender e contar essa história.

Dali pra frente, cada vez mais, acreditava na importância da comunicação e da educação para a formação de pessoas mais conscientes de suas responsabilidades sociais e ambientais.

Da comunicação surge a troca, a aprendizagem, o reencontro e Ela percebeu que ao se comunicar as pessoas podem descobrir um novo olhar sobre elas mesmas, sobre os outros e sobre o mundo.

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