Acontece: Centro de Educação Popular Paulo Freire
Com a palavra, Profª Damaris, de Lins (SP), orgulhosa de suas alunas Adelaide, de 85 anos, e Carolina, de 69 anos, vencedoras do 6º Concurso de Redação Ler é Preciso na categoria EJA.
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A Adelaide e a Carolina estão muito felizes e colhendo os louros do Concurso. Várias revistas, programas de televisão e jornais entram em contato para marcar entrevistas. No caso da Adelaide, a realização não foi somente pessoal; toda a família, incluindo filhos, netos e bisnetos, está realizada. Ela se tornou um exemplo de vida por estar estudando e ganhando prêmios aos 84 anos. |
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Isso estimula todos a participar e a acreditar que é possível vencer – como aconteceu em 2005, no 5º Concurso de Redação Ler é Preciso, no qual uma aluna minha venceu e estimulou outras a participarem do 6º Concurso. Alguns professores não acreditavam e me diziam que era muita sorte eu ter sido sorteada novamente, que era como um raio cair duas vezes no mesmo lugar... e na mesma cabeça. Eu respondia que não se tratava de sorte, porque as redações haviam sido avaliadas por um júri criterioso. Houve professor que foi até a casa da Carolina para ver o computador.
Eu digo e repito: "Acreditem: o Concurso de Redação Ler é Preciso é sério e real". Além disso, essas vitórias da região e suas respectivas divulgações na mídia chamaram a atenção do poder público para os alunos de Educação para Jovens e Adultos. Desde então, nossas solicitações têm sido atendidas com muito mais facilidade. Isso para nós é fundamental, já que, por aqui, as ofertas culturais para esse público são raras. Só tenho a agradecer ao Ecofuturo a seriedade e criatividade do trabalho. Como professora, é muito gratificante. Agora, sou reconhecida nas ruas da cidade.
Damaris Sanches
Professora do Centro de Educação Popular Paulo Freire - CEJA São Miguel
Lins/SP
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"....Avisto crianças que vão para a escola. Pardais que pulam pelo muro. Gatos que abrem e fecham os olhos, sonhando com pardais. Borboletas brancas, duas a duas, como refletidas no espelho do ar. Marimbondos que sempre me parecem personagens de Lope de Vega. Às vezes, um galo canta. Às vezes, um avião passa... E eu me sinto completamente feliz. Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas, e outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim".
A arte de ser feliz.
Cecília Meirelles

