13 fev

Leitura como fator educacional

No Brasil se lê, em média, 1,3 livro por ano. Há em nosso país 2.980 livrarias, uma para cada 64 mil habitantes. A Unesco considera razoável uma livraria para cada 10 mil habitantes.

Quanto mais livros há em uma casa, mais anos de escolaridade atingirão as crianças que a habitam. O nível cultural e de escolaridade dos pais também influencia, porém menos que a disponibilidade de livros no lar. Além de serem úteis no aprendizado escolar, ampliam o vocabulário e a imaginação, o conhecimento de história e geografia, e a capacidade de refletir e argumentar.

Hoje se recomenda a leitura de histórias infantis desde a primeira semana de vida do bebê. Ainda que se tenha a impressão de total desinteresse da parte dele ou de perda de tempo do adulto leitor. Isso o ajuda a aprimorar as sinapses cerebrais, ou seja, a conexão entre os 100 bilhões de neurônios do cérebro. O que é meio caminho andado para que, na idade da razão, ele seja mais capaz de construir sínteses cognitivas, sabendo relacionar as partes com o todo e fragmentar o todo em suas partes constituintes.

 Não basta apenas ler a história. É preciso interagir com a criança: mostrar figuras, fazer perguntas, reproduzir sons sugeridos, imitar personagens etc.

Crianças que escutam histórias desde cedo enriquecem seu vocabulário, aprendem a ler e escrever com mais facilidade e desenvolvem a capacidade de compreensão e aprendizado. Pesquisas comprovam que o hábito da leitura em casa possibilita melhor aproveitamento escolar.

O grande perigo, hoje, é ver crianças e adolescentes “sequestrados” intelectualmente pela hipnose televisiva de baixa qualidade ou navegando à deriva na internet. No caso da TV, há o risco de abdicarem da própria imaginação em prol das fantasias projetadas na tela. Na adolescência, correrão o risco de buscar suprir a carência através das drogas.

O risco do uso abusivo da internet, sobretudo quando se navega sem direção, é ser bombardeado pelo fluxo de estímulos e informações sem estrutura cognitiva e moral para selecioná-los ou discerni-los. É bom lembrar que ver o que aparece na TV e na tela do computador não equivale a ler e, muito menos, a escrever.

Bem cantavam os versos de Castro Alves, no século XIX: “Oh! Bendito o que semeia / Livros… livros a mão cheia / E manda o povo pensar! / O livro caindo n’alma / É germe – que faz a palma / É chuva que faz o mar.”

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