12 nov

Tem rua e gentileza para tanto carro?

Uma das políticas para o crescimento econômico é a diminuição do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados). Com isso, os carros ficaram com preços mais baixos, o que ampliou seu consumo e, consequentemente, a quantidade de carros na rua. Existe rua e gentileza para tanto carro?

As grandes metrópoles têm uma enorme dificuldade para absorver novos automóveis. Os congestionamentos batem recordes e, com isso, é estresse para ir para o trabalho, voltar, levar filhos para a escola, pegar um cineminha depois… E o estresse é proporcionalmente contrario à gentileza. O trânsito virou um "Salve-se quem puder!". Em muitos casos, gerando acidentes e, quando não, resultando numa piora expressiva do ânimo para o dia, para o convívio com o outro: na rua, no trabalho, em casa. Ou seja, insustentável!

É comum a situação em que alguém, que tem um programa cultural à noite, passa duas horas dentro do carro, com a paciência no limite e, ao chegar no destino, nem aproveitar direito o programa, pensando em sair antes do bis para não pegar uma fila gigantesca no estacionamento (já que achar uma vaga na rua é quase impossível).

Você quer um carro? Pense se os benefícios serão maiores do que os problemas que vai trazer para você e para o outro. Às vezes, ir de transporte público ou à pé é mais rápido e menos estressante do que ir de carro. Já pensou em partilhar o carro com alguém? Esta é uma prática que está se tornando comum por aqui. Um carro partilhado por mais de um proprietário. E claro que pode ser mais barato também, afinal, manter um carro envolve combustível, estacionamentos, seguros, outros impostos. IPI é só um deles.

Repense. Ser sustentável é também pensar o quanto a gente realmente precisa daquilo que queremos.

Educar para o trânsito também é educar para a sustentabilidade da sua comunidade e do planeta.

Repense-se! Integre-se! Participe de uma rede planetária pela sustentabilidade!

 

 
 

 

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